PROGRAMAÇÃO MINICURSO SIMPÓSIOS ANAIS

Minicursos 

Titulo:
Produção de Crítica Cinematográfica
Ministrante(s):
Pesquisador Leonardo Campos (UFBA)
Ementa:

Atividade que pretende ampliar a concepção de crítica de cinema: muito além do enredo, analisar os planos cinematográficos, a fotografia e a direção de arte, a trilha sonora, breve noção de montagem e continuidade, além de aspectos do roteiro, direção e performance. O foco é a produção de críticas acadêmicas e jornalísticas, com breve passeio pela história do Cinema e seus principais movimentos.

Os inscritos ganharão um módulo e um DVD exclusivo, fornecidos pelo ministrante.

Carga Horária: 8h Dias: 29-30 de agosto Turno: Matutino Nº de participantes:
20 pessoas
Titulo:
Letramento Imagético
Ministrante(s):
Profa. Dra. Cláudia Martins Moreira, Prof. Esp. Aderbal Santana e Prof. Esp. Norma Suely M. Nascimento
Ementa:

Letramento imagético e letramento visual. A leitura da imagem no processo de alfabetização e do letramento emergente. Letramento cartográfico como um tipo de letramento visual e imagético. Letramento digital e uso da imagem na linguagem cibernética.
Carga Horária: 8h Dias: 29-30 de agosto Turno: Matutino Nº de participantes:
20 pessoas
Titulo:
A Linguagem Verbo-Visual das Capas dos Romances Cor-de-Rosa
Ministrante(s):
Doutoranda em Letras Denise Dias de Carvalho Sousa (PUCRS/UNEB)
Ementa:

Este minicurso objetiva analisar e discutir a linguagem verbo-visual das capas dos Romances com Coração: Julia, Sabrina e Bianca, publicados nas décadas de 1970 e 1980 (auge desses livros de bolso), e suas estratégias para atrair a atenção das leitoras, antes mesmo do contato destas com as narrativas. Além disso, propõe um estudo comparativo entre as capas dessas séries sentimentais de massa e as capas dos romances cor-de-rosa de décadas anteriores (como os da coleção Biblioteca das Moças) e os da literatura contemporânea, em especial os chick lits. Pelo impacto das imagens e dos recursos verbo-visuais das capas, a leitora antecipa o enredo e o perfil das personagens, aguçando seu imaginário quanto ao texto. Nessa perspectiva, pode-se dizer que a configuração da identidade literária começa a ser delineada a partir dos elementos peritextuais (capa, formato, cores, ilustrações, fotografias, título, autor), os quais projetam uma estampa do livro para a leitora. Na vertente deste estudo, o termo “leitora” refere-se ao público feminino que representa, sobretudo a partir do século XIX, um papel determinante no mercado de circulação de impressos, e o termo “imaginário” reporta-se a sensações, lembranças, afetos e estilos de vida (SILVA, 2006), tão necessários ao cotidiano humano. Como embasamento teórico, destacam-se as pesquisas de Bakhtin (1997); Borelli (1996); Chartier (1990; 2001), Cunha (1999), Dondis (1999), Jauss (1994), Kossoy (2002) e Meirelles (2008). Compreende-se que os processos de articulação entre as linguagens verbal e visual nas capas dos romances sentimentalistas alargam a produção de sentidos e demandam intermédios peculiares de mediação de leitura.
Carga Horária: 8h Dias: 29-30 de agosto Turno: Matutino Nº de participantes:
20 pessoas
Titulo:
O potencial das Tic para o Resgate da Cultura Tradicional: Criação de Áudio/Livro com Cantigas de Roda
Ministrante(s):
Jucineide Lessa Carvalho Susi Cristiane Santiago Docio
Ementa:

Este Minicurso visa apresentar o potencial das TIC – Tecnologias da Comunicação e Informação para o resgate da cultura tradicional e para práticas pedagógicas mais condizentes ao universo da criança. No caso, buscaremos colaborar para o resgate das brincadeiras com cantigas de roda. Pois, ao se considerar as condições contemporâneas, este resgate precisa ser priorizado, haja vista que, cada dia mais, a sociedade, o ambiente, a cotidianidade têm sido “invadidas” pelas mais diversas tecnologias, que surgem em atendimento a necessidades humanas. E, estas tecnologias, por natureza, terminam por se agregar ao território, à sociedade, e enfim, em todos os ambientes transformando-os, inclusive potencializando novos modos de ser e estar no mundo, compreender e agir diante das situações e desafios que, por conseqüência, nos advêm. Por isto, é interessante perceber que, a estrutura gerada termina por torna-se condições à criação de novas demandas e transformações, então, advindas pela aderência dessas tecnologias no contexto que a demandou e em nossas vidas (LIMA Jr, 2005, SANTOS 2001). Contudo, estas demandas, mudanças, conseqüências, nem sempre são desejadas ou mesmo aceitáveis, a exemplo das que aqui evidenciamos, ou seja, a gradativa extinção dos jogos, brinquedos e brincadeiras tradicionais que enriqueciam o universo infantil. Portanto, brincadeiras como amarelinha, chicotinho queimado, estátua, gude, corda, dentre outras que, em boa medida, vem sendo esquecidas devido à substituição por alternativas de lazer oferecidas pelas TICs, precisam ser resgatadas. E, a mesma materialidade que vem contribuindo ao desaparecimento, também vem oferecendo condições à preservação e, ainda, ampliação e re-consolidação dessas brincadeiras, haja vista, que estas TIC segundo Santos, são constitucionalmente flexíveis, divisíveis e dóceis. E, assim, se disponibilizam a atender a todos os povos, interesses, meios e culturas. Nesta perspectiva, apresentamos este Minicurso que orienta sobre a produção de audio/livro com cantigas de roda do universo infantil, com vistas a contribuir à sua divulgação e socialização nas escolas de educação básica e ensino fundamental, utilizando recursos tecnológicos já disponibilizados para grande parte de nossa população – a exemplo de gravadores, celulares com recurso de captação de som, dentre outros. Apropriaremo-nos também de computadores ligados a Internet, explorando seu potencial para pesquisa com vistas a localizarmos as cantigas de roda lembradas coletivamente pelo grupo de participantes, também para localizar as imagens que ilustrarão a produção técnica/artística (CD e Livro) a ser editados no Google Docs (livro), aproveitando seu potencial para escrita colaborativa e Windows MovieMaker (CD) devido a acessibilidade.
Carga Horária: 8h Dias: 29-30 de agosto Turno: Matutino Nº de participantes:
20 pessoas
Titulo:
Na casa do contador de Histórias Tradicional, Encontro com seu Texto e sua prática
Ministrante(s):
Kelly Cristine Ribeiro, Mestranda (FACED/UFBA)
Ementa:

Contar histórias, na atualidade, sobretudo no contexto educacional, é uma prática que se apresenta em inúmeras formas, tendo como instrumentos a dramatização, dedoches, fantoches, etc. Outra característica importante é a conexão extremamente forte com o livro e, consequentemente, com a formação leitora. Muitas publicações recentes no campo da contação de histórias tratam de contar e ler histórias como se fossem ambas ações pertencentes a um mesmo território epistemológico, julgando-se que há um continuum lógico entre uma prática e outra, ambas servindo como base para a introdução de crianças no campo da linguagem. O que poderia ser uma dedução lógica, não fosse a restrição comum dessa inserção sobretudo ao universo escrito. Essa concepção contemporânea – contar para estimular a leitura, assim com a crença comum de que é esta uma prática de interesse sobretudo do universo infantil – vai na contramão da experiência tradicional, onde assenta a própria prática narrativa. A experiência tradicional está fundada na vida comunitária, na modalidade oral da língua e no conto como um instrumento formativo para crianças, jovens e adultos. Neste caso, as narrativas são instrumentos de inserção da língua falada, mas sobretudo na escuta, no exercício da memória assim como em um universo simbólico que contribui na criação de vínculos sociais, assim como no processo de educação dos mais jovens. Perceber a contribuição que a experiência tradicional pode oferecer à prática contemporânea, sobretudo em sala de aula, pode ampliar as possibilidades de professores no uso de narrativas em sala de aula. Para além formação leitora, as histórias podem contribuir para trabalhar a escuta, relações, o afeto, entre outras possibilidades. É, por tudo isso, que o foco da oficina é pensar a prática tradicional, em seus fundamentos teóricos e práticos, visitando a casa do contador de histórias tradicional, através da análise de seu repertório, memória e performance.
Carga Horária: 8h Dias: 29-30 de agosto Turno: Matutino Nº de participantes:
20 pessoas
Titulo:
As (Des) Leituras das Imagens: O jogo discursivo entre o verbo e o Visual
Ministrante(s):
Ms. Luciana Fernandes Nery (UEPB). Ms. Carla Jeane S. Ferreira e Costa (FACETE).
Ementa:

No contexto social contemporâneo estamos expostos diariamente aos mais diversos tipos de imagens. Nesse sentido, é possível perceber que vivemos em uma sociedade predominantemente imagética, alavancada, talvez, pela publicidade, pela sociedade de consumo que faz com que sejamos sempre um alvo certo. Partindo dessa premissa, as imagens entram em nosso meio e despertam em nós leitores o desejo de compreender não apenas o que está posto, de forma explícita, mas sim, o que se encontra nas tecituras desses textos. Nessa busca de (des) ler as imagens, partirmos dos pressupostos que abarcam a Análise de Discurso (AD) de linha francesa como uma teoria facilitadora do processo de ensino/aprendizagem. Nesse sentido, este mini-curso tem como objetivo discutir sobre práticas de leitura em LM e LE, percebendo o jogo discursivo que se dá na relação entre o verbal e o não verbal na construção de sentidos. Nesse ínterim, acreditamos que o sujeito constrói sentidos para o que lê, pois este não se encontra alocado, apenas, na superfície textual, mas também, no seu entorno. Desse modo, esperamos contribuir para que propostas de leitura que consideram o texto imagético como objeto de ensino possa conduzir os alunos a ter um olhar mais critico diante do que leem, pois diante da quantidade de informações que têm acesso se faz necessário que possam questionar as verdades que são propagadas, sobretudo pela mídia, como absolutas.
Carga Horária: 8h Dias: 29-30 de agosto Turno: Matutino Nº de participantes:
20 pessoas
Titulo:
A multimodalidade Discursiva em Contexto Escolar: Cruzando Semioses
Ministrante(s):
Ms. Patricio Albuquerque Vieira. Doutorando em Literatura e Interculturalidade (UEPB)
Ementa:

Em todas as situações comunicativas orais e escritas, são utilizados pelo menos dois modos de representação: verbal e visual. Na fala, por exemplo, usamos gestos, expressões faciais e palavras, isto é, o visual e o verbal. Em relação à escrita, a multimodalidade está presente até em textos sem imagens, visto que não são necessários recursos pictoriais, como gráficos e tabelas, para tornar um texto multimodal, pois a organização da escrita no papel já é visual como podemos verificar através das cores, do tamanho das letras, dos recursos utilizados para destacar as palavras como o itálico e o negrito, entre outros. Assim sendo, o ensino de Português não pode mais desconhecer, nas atividades que propõe aos alunos, o estudo acentuado de imagens e de sua relação com as palavras. Na escola, o professor tem a tarefa de analisar as imagens veiculadas em revistas, jornais, panfletos, etc., com o intuito de desenvolver um trabalho proveitoso em que sejam explorados os elementos visuais que compõem o texto e que orientam a construção de sentidos, para que não ocorra a formação de sujeitos iletrados visuais. Seguindo essa linha de raciocínio, a presente proposta de minicurso tem como ementa Pressupostos para uma abordagem da multimodalidade discursiva; relação entre multimodalidade e gênero; multimodalidade e ensino e direciona-se a estudantes de Letras e Pedagogia, a professores de Língua Portuguesa e a pesquisadores interessados nos estudos sobre multimodalidade discursiva.
Carga Horária: 8h Dias: 29-30 de agosto Turno: Matutino Nº de participantes:
20 pessoas
Titulo:
Produção de Audiovisual: Produção estética do conhecimento para socialização da cultura local e contemporaneização da educação
Ministrante(s):
Profa. Ms. Valnice Sousa Paiva, Antonete Araújo Silva Xavier
Ementa:

É possível perceber que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) que emergiram na segunda metade do século XX, hoje, transitam por nossas vidas tão livremente quanto os livros que, dantes, circulavam em nossas escolas sem concorrência. Estas TICs têm feito surgir um homem diferente. Segundo o intelectual Pierre Babin, “o meio tecnológico moderno, em particular a invasão das mídias e o emprego de aparelhos eletrônicos na vida quotidiana, modela progressivamente outro comportamento intelectual e afetivo”. Assim, na medida em que produzimos, ou usufruímos das produções, elaborações psicológicas são geradas, de forma que outras reações e novas funções são experimentadas para suas criações, ancorando, desta forma, o desenvolvimento de novas formas de pensamento e mais produções. Considerando, então, que os recursos para produção de informação e comunicação, a exemplo das máquinas fotográficas digitais e celulares que registram imagens, hoje já estão disponibilizados à maioria das pessoas – possibilitando gravações com recursos mais potentes e variados dos que possuía, por exemplo, o notável cineasta Charlie Chaplin em sua época, quando os limitados recursos não o impediam de criar verdadeiros clássicos da produção cinematográfica – isto se constitui como um convite à exploração do potencial destes novos equipamentos para promissoras produções. Além do mais, através da Internet, também já temos veículos apropriados a dar vazão às produções independentes. No entanto, considerando que o objeto da criatividade não depende inteiramente do recurso, mas da interação homem/máquina, percebemos que para facilitar este relacionamento muitas vezes precisamos de formação. Por isto, torna-se apropriado e necessário o oferecimento deste Minicurso que apresenta noções básicas à produção de audiovisuais, explorando possibilidades de experiências estéticas e seu potencial de produção e socialização de conhecimento. Para tanto, discuti sobre o processo histórico de gestação da linguagem audiovisual a partir da história do cinema, aproximando os participantes desse processo colaborativo de criação, seu desenvolvimento, características e encontros com a educação, passando pela prática de reconhecimento da fotografia, a importância das cores, enquadramentos, ângulos e movimento de câmera para sua composição estética, preparando um caminho à elaboração de roteiro e edição de vídeos. Além disto, tem como expectativa a socialização de materiais e indicação de pesquisa em rede, objetivando uma maior aproximação e experimentação desta linguagem, incentivando, para outros momentos, a continuidade da exploração de seus potenciais para divulgação da cultura local e práticas pedagógicas mais inovadoras.
Carga Horária: 8h Dias: 29-30 de agosto Turno: Matutino Nº de participantes:
20 pessoas
Titulo:
Cinema e Educação
Ministrante(s):
Victor Manuel Amar Rodriguez (U. Cádiz. Espanha)
Ementa:

Cinema e educação. Propostas didáticas do cinema. O cinema na escola e a escola no cinema. Linguagens do cinema. Aprendizagem dialogada e cinema na escola.
Carga Horária: 8h Dias: 29-30 de agosto Turno: Matutino Nº de participantes:
20 pessoas